domingo, 30 de março de 2008

Buenos Aires

Impossìvel de imaginar a sua àrea urbana, de tao gigantesca pareceu ser, e tantos habitantes como Portugal e meio.
Conducao desenfreada com regras(????) de trânsito totalmente indiscortináveis.
Enorme disparidade económica e discriminacao social entre os que descendem de europeus e os que descendem de indígenas argentinos e dos restantes países da América do Sul.
Expoentes da disparidade:
.Boca, bairro no sul da cidade, onde imigrantes europeus chegaram e se instalaram em mssa no sec. XIX, com ruas largas e sujas e surpreendentemente percorridas por carros muito velhos e proibíveis de circular em Portugal há 20 anos, habitado por descendentes de indigenas e imigrantes bolivianos, peruanos...
.Recoleta, bairro no norte da cidade, onde se encontram todas as lojas de designers internacionais, belos prédios, restaurantes, os mais recentes e melhores carros.
Neste bairro, à entrada das escolas, os professores proclamam os nomes dos alunos, dispostos em fila indiana, e os respectivos pais erguem os bracos no ar e por momentos senti-me transportado para as series de antiguidades e leiloes da BBC.
Jogo do Boca Juniors.
Ao vivo e sobrevivido.
Com roupa. :)
Inesquecível a experiência.
O seu estàdio, La Bombonera, assim chamado porque se assemelha a uma caixa de bombons, é ridiculamente pequeno para o tamanho do clube, o principal sul americano, e por isso está sempre cheio e o ambiente nas bancadas é uma coisa fenomenal.
90 minutos com todas as pessoas (todas mesmo) sempre a cantar, saltar, berrar,insultar.
O Boca ganhou por 3-0 e nem o último golo vi devido ao ambiente fantástico que se verificava momentos antes. Genial genial.
Muita gente avisa turistas sobre os perigos de lá ir mas se nao se chamar a atencao e ostentares algum grau de riqueza nada de mais deve acontecer, e penso que é mais uma das provas da separatismo social existente.
A norte de Buenos, a uma hora de viagem, situa-se uma paisagem deslumbrante e um dos 4 melhores ambientes em que se pode viver, equiparando-se a uma vila perdida nas montanhas, a uma aldeia piscatória numa qualquer baía e a uma vila encantada banhada por um lago e florestas nas suas margens.
Paraná Delta, nao tinha atraído a minha atencao, quer pelas fotografias previamente vistas quer pela descricao do guia de viagem, só lá tendo ido devido ao desejo do meu companheiro de viagem que insistentemente lá queria ir.
Constituído por centenas de ilhas e ilhotas extremamente verdejantes, a maior parte delas ligadas por pequenas e frágeis pontes de madeira, onde pontificavam lindas casas de madeira, a unica forma de se chegar às ilhas maiores é através de barco, próprio ou de passageiros.
Embora muitos habitantes de Buenos Aires tenham lá casa de fim de semana, a maior parte dos habitantes do Delta reside lá permanentemente.
Ambiente tranquilo, relaxante, onde tempo é um conceito desconhecido, a consciência voa para estados alternativos de existência.
Imagino uma infância neste ambiente e logo a liberdade das personagens de Tom Sawyer e Huckleberry Finn a descreve na perfeicao.
Um autêntico paraíso.
Metro de Buenos Aires, onde nunca me senti tanto como uma sardinha enlatada e onde nunca empurrei impunemente tantas pessoas, é o mais velho do Hemisfèrio Sul e ainda conserva, numa linha, as carruagens de madeira originais.
Ou seja, Buenos Aires só para ver um jogo do Boca, como ponto de passagem para outros destinos ou para socializar com o fantástico povo argentino ( e como isso pode ser feito noutras cidades...).
No me gusta no, perdone-me senor porteno.

Material

O que levo para uma viagem de 6 meses:
.Mochila 70L+10.
.Botas
.Hawaianas
.4 tshirts
.4 boxers.
.4 pares de meias
.2 pares de calcas
.1 casaco para a chuva,frio e vento.
.1 casaco polar.
.1 polo polar.
.1 sweat
.Guias de viagem.
.Telemóvel ( que nao funciona na America do Sul pois o sistema de comunicacoes é diferente).
.Câmara Fotográfica ( Ainda a comprar )
.Canivete Suiço (Ainda a comprar)

O que deveria ter levado também:
. 1 telemóvel melhor.
. 1 leitor de mp3 (DUHH).
. 1 par de sapatilhas.