terça-feira, 8 de abril de 2008

Rio Gallegos

Última cidade continental argentina antes de atravessarmos o Estreito de Magalhaes em direcçao à Tierra del Fuego.
Cidade a evitar se o monopólio das viagens entre o continente e Ushuaia nao existisse e lá passamos entao duas noites na cidade mais desinteressante do mundo.
Quarteiroes e mais quarteiroes de casas feias, ruas sujas, carros velhos e pessoas tristes.
Como vários camioes da Halliburton passeiam-se pela cidade, presumo que a ùnica razao de existência da cidade seja esse ouro negro que a Argentina pelos vistos tem tanto, mas que gasolina quem tem tanto sao os outros.
Entre Rio Gallegos e Ushuaia, temos que passar diversas vezes pelos postos fronteiriços da Argentina e do Chile o que, além de ser uma actividade deveras aborrecida, é também, um exercicio de controlo completamente despropositado, já que entre esses postos nada existe, logo a divisao da Terra do Fogo pelos dois países é uma aberraçao do ponto de vista de definiçao de fronteiras.
A estrada chilena da Terra do Fogo, embora acompanhada por lindas paisagens, é de gravilha e várias vezes me senti a conduzir um carro rally em constante derrapanço, pois como nada existe e a estrada só serve para encaminhar as pessoas para Ushuaia, o Chile faz o favor de nao desperdiçar dinheiro a pavimenta-la.
O ferry que atravessa o Estreito de Magalhaes demora cerca de 15m a completar a travessia mas proporciona uma fantástica experiência aos passageiros, tendo em conta as dezenas de vezes em que nos fomos colocados entre a vida e a morte pelo terrível vento que percorre esta passagem marítima.
Magalhaes e seus marinheiros tinham mais porçao de loucura do que coragem, quando decidiram atravessa-lo nos seus barcos de "borracha".

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