Apenas a 20 km de Queenstown mas um mundo a parte.
Pequena vila cujo centro mantem-se quase inalterado desde a sua criacao em meados do sec. XIX.
Motivo da sua criacao:
pepitas de ouro no rio Arrow. Imensas.
Linda, linda, linda.
Cercada por montanhas, recebe pouco sol, mas nas suas cercanias, lindos bosques adoptam lindas cores no Outono, e e, precisamente pelas suas cores que Arrowtown e conhecida.
Neste momento as montanhas ja estao carregadas de neve, e as zonas que nao fogem a sombra tambem ja estao pintadas de neve, devido ao gelo, entao, no mesmo instante, o nosso olhar capta branco, verde, amarelo, castanho, vermelho, azul e ate cor de rosa.
Um dos meus maiores prazeres e caminhar por um bosque escuro, carregado daquele aroma a terra molhada e ouvir apenas o chilrear dos passaros e a corrente dos rios.
Em Portugal e raro ter esse privilegio, mas em Arrowtown embrenho-me ate me perder.
Nas montanhas existe uma cidade fantasma, Macetown, inabitada a quase cem anos mas foi sendo recuperada e e agora um museu ao ar livre.
Contudo, para la se chegar ou se percorre uma estrada, num 4x4 ou a pe (molhando-se os pes vinte vezes nas mesmas tantas travessias de rio), ou um caminho pelas montanhas acima.
Como neste caminho mal cabe uma pessoa e o topo esta coberto de gelo ou neve, o risco de nao estar aqui a escrever era elevado e entao, o desejo de voltar a ver a minha maezinha falou alto de mais.
A meio do caminho, sentado a 700 metros de altitude, olhando montanhas e mais montanhas, ouvindo silencio e mais silencio (nem o som do vento),so penso nessa boom town isoladissima e nas duras, mas fascinantes, vidas dos seus antigos habitantes.
Enquanto caminho, fascinado por Macetown, descubro um novo prazer.
Acariciar o meu longo e farfalhudo bigode, esbranquicado pelo gelo e humedecido pelo orvalho matinal.
Acariciar
quarta-feira, 28 de maio de 2008
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