Situada num enorme vale, ladeada por montanhas, e habitada por cerca de 150 pessoas no Inverno e cerca do dobro no Verao, que, ou trabalham para o departamento de conservacao ou no hostel,motel,hotel.
Existem diversos percursos para se caminhar e todos nos levam a incriveis vistas de montanhas, vales e montanhas, glaciares vales e montanhas, rios e glaciares.......
A aldeia situa-se o mais perto possivel do Monte Cook, a maior montanha do pais com cerca de 3700 metros.
O silencio no vale e apenas interrompido pelos raros carros que se aproximam da aldeia, pelo incessante cair da chuva e pelas estrondosas quedas de gelo dos glaciares em redor.
Uma caminha de 3h leva-nos a outro vale, a outro mundo, onde convivem um glaciar e respectivo lago com as montanhas e respectivos glaciares.
O perigo de avalanches e evidente e, junto ao lago, luto contra ventos supersonicos completamente encharcado por causa de um diluvio que teima em nao parar.
Paro.
Olho em redor.
A desolacao selvagem absorve-me.
Uma excitacao desconhecida, uma excitacao maravilhosa, uma sensacao insuportavel.
Olho uma ultima vez para o glaciar directamente em frente, que teima em nao cair, e regresso a seguranca e conforto do hostel.
O vento uiva la fora.
Estou cercado por cinco muros.
Encolhem.
Desespero.
Enlouqueco.
Quero sair.
Quero sentir.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
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