segunda-feira, 30 de junho de 2008

National Park Village

Um dos locais onde se pode pernoitar para se percorrer a Tongariro Crossing, considerada uma das melhores caminhadas de um dia do planeta, ou esquiar nas maiores estancias de ski do pais,
Cheguei uma semana atrasado, pois ha uma semana que chegou o Inverno e o mau tempo.
Nao existe nada na aldeia, so me resta deambular pelos bosques.
Deambulo entao e ao fim de umas horas, encontro um espaco perdido para comer.
Procuro umas folhas e encontro varias pertencentes a varias ferns.
Sento-me em cima delas.
A chuva cai, mas nao me importo.
O Tempo passa mas nao me importo.
Uma imensa floresta, verde ate a visao se tornar inutil, e silencio apenas quebrado pelo continuo rugido de uma queda de agua no primor da vida.
Descanso, como e observo.
De repente, um barulho.
Olho em redor e vejo-o por umas centesimas de segundo.
Foi o Tempo que passou por mim.
Pego no saco, levanto-me e sigo-o com urgencia.
Esta escuro.
As nuvens enegrecem o dia e o denso aglomerado de arvores intensificam a festa.
Uma onda de excitacao percorre-me o corpo e voo endiabrado.
Ouco algo.
Algo se move.
Luz.
Aproximo-me.
E uma linda lagoa.
Aproximo-me.
Ajoelho-me.
Mergulho as maos no seu ventre.
Quente nao esta, certamente.
Fecho os olhos.
Acaricio o seu corpo com os meus labios.
Pouso a minha cabeca no seu colo.
Apercebo-me.
Abro os olhos.
RAAAAAAAAAAGHHHHHHHHHHHHHH.
Grito, enraivecido.
E uma das armadilhas do Tempo.
Ouco um riso. Olho em redor. E ele e esta a olhar para mim.
Tenho que o apanhar.
Tenho que o parar.
Levanto-me desesperado e corro na sua direccao.
Desaparece de novo.
Procuro-o desenfreadamente mas ja nao o encontro.
Atinjo a estrada.
Estou cansado.
Esta a nevar.
Tiro os casacos, a sweat e a t-shirt, as calcas, cuecas e meias.
Estou no meu mundo.
Mais nada importa.
A neve cai.
Ouco-a, vejo-a, cheiro-a, engulo-a.
Sento-me.
Sinto-a.
Nao encontrei o Tempo.
Mas ja nao me atormento.

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