Meus amigos, o sudoeste da Ilha Sul da Nova Zelandia e, a partir dos glaciares e do Mte Cook, Patrimonio Mundial e e divino, imperdivel e prova da existencia de algo superior.
Desde Franz Josef que vivo em permanente estado de extase e os meus sentidos, enebriados, pela infinita quantidade de estimulos.
Deus existe mas enganou-se no local onde colocou o paraiso.
Ou, provavelmente, fez de proposito, e, so anjos, como eu, teem mesmo acesso ao Pais de Deus.
Te Anau e a principal cidade, com tres mil habitantes, da Fiordland e e a cidade mais proxima de tres das dez Great Walks do pais.
Neste momento, as tres ja teem as suas passagens alpinas com varios centimetros de neve, logo, percorre-las nao se afigura tarefa facil.
A Milford Track e a caminhada de multi-dias mais famosa do mundo, mas e, tambem, extraordinariamente cara.
Decidi entao, percorrer a Kepler Track, a qual comeca logo a saida de Te Anau e percorre cerca de 60 km de florestas e passagens montanhosas.
No primeiro dia praticamente so se percorre densa floresta e uma passagem no topo das montanhas ate se chegar ao refugio a 1100 metros de altitude.
As ultimas tres horas sao sempre a subir e, embora possibilite ouvir o silencio absoluto e insuportavel, a dada altura ja so queria a chuva, o vento e o frio do topo.
A meia hora final na passagem alpina permite ver a grandiosidade da regiao e, nem ter neve ate aos joelhos retira encanto ao momento.
O primeiro dia da Kepler Track foi, fisicamente e mentalmente, o maior desafio da minha vida.
No chao do refugio Luxmore, tendo a visao de proximas e longinquas montanhas ja bem carregadas de neve, lagos de origem glaciar, florestas onde nao penetram nem som nem luz e desconhecidos vales eternamente inacessiveis a nossa estupidez, pergunto a mim mesmo se uma vida passada em silencio e isolado e uma vida desperdicada, e nao uma vida em pleno.
O que me apetece?
Apetece-me colocar uma camada extra de roupa de Inverno, comida para uma semana, saco cama e municoes para um ano na mochila, cacadeira no ombro e faca de mato na anca e desaparecer pelas montanhas e vales da Fiordland.
Nao concretizo este desejo porque?
Porque a civilizacao tem os seus encantos e no meu hostel dorme um anjo como a Fionna, suica, com pais de Nottingham e tia em Wellington, de maneiras arrapazadas perdoadas pelos seus enormes olhos azuis e labios finos e bem desenhados, inocente como os seus 18 anos indicam mas madura e independente o suficiente para viajar sozinha.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
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