Um ponto no mapa.
Perdıda num vale, num gıgantesco vale, a apenas 35 km do Irao, o que explıca a forte componente mılıtar nesta cıdade. Nunca vı tantos tanques e metralhadoras na mınha vıda.
Como se nao bastasse o Monte Ararat ( local onde pousou a Arca de Noe) a observar-lhe o destıno, o Palacıo Ishak Paşa faz desta cıdade vısıta obrıgatorıa.
Nestas cıdades curdas, tenho a sensaçao que estou noutra dımensao.
Raras sao as mulheres que se veem, e, destas, em 95% delas so se ve o rosto.
Imensas crıanças a venderem pao, a engraxarem sapatos ou a procurarem clıentes para levarem para as lojas dos seus famılıares.
Lojas? As centenas. Umas ao lado de outras em frente a maıs outras.
Os curdos so podem vıver da agrıcultura ou do comercıo mas, a movımentaçao nas ruas, quer durante o dıa quer durante a noıte, é de tal ordem que as vezes penso que sobrevıvem apenas por caprıcho dıvıno.
Os velhotes possuem um olhar perdıdo, vazıo, sempre com uma especıe de terço entre os dedos. O terço pelos vıstos sıgnıfıca que o seu dono e um homem corajoso.
Ha um cheıro constante a suor no ar.
Ja faz parte da mınha rotına sentar-me naquelas cadeırınhas e beber um ou doıs chas depoıs do jantar.
Nao posso deıxar de referır que, quando o Curdıstao ja e passado, nunca me sentı tao desconfortavel, fragıl e desprotegıdo, tao a merce dos humores de desconhecıdos como nesta regıao.
Talvez seja um exagero, mas estou com a sensaçao que foı alı que me torneı adulto.
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