terça-feira, 15 de abril de 2008

Bariloche

Cidade "suiça" argentina devido à sua localizaçao na margem de lagos e florestas e rodeada por montanhas.
Outra cidade propícia a turistas europeus/americanos/asiáticos cegos de um olho tal a incapacidade, ou extrema sagacidade dos argentinos em lhes venderem uma pala, de realmente conhecerem, e apreenderem, o ambiente em que estao.
Carteiras àvidas de dispensarem peso aproveitando a perda de valor da moeda local, roupas mais propícias a profissionais de montanha do que a ocasionais caminhadas por florestas ou montanhas, sempre com guia claro, máquinas SLR XPTO a registrarem avidamente a mais vulgar das moscas a pousar na mais vulgar das pedras só para mais tarde poderem afirmar e comprovar que sim estiveram lá e sim era extraordinário e sim recomendam mas, no fundo, estar e olhar nao é o mesmo que ver.
Por isso é que cada vez mais pessoas viajam mas cada vez mais o mundo está na mesma.
Divagaçoes à parte, a cidade está localizada num dos extremos da chamada regiao dos lagos, por serem incontáveis estes elementos.
Àgua de cor turquesa chamando inocentes banhistas até que a sua baixa temperatura e profundidade, os desperta, tragicamente, para a realidade.
Em quantidade proporcional aos lagos, os parques de campismo proporcionam fantásticos dias de tranquilidade e mergulhos, a velocidades nunca vistas, nos lagos, antecedem maravilhosos pequenos almoços sob um sol ainda ensonado.
À saída de Bariloche situa-se o maior e mais antigo parque nacional argentino, Nahuel Huapi, que proporciona incontáveis momentos de prazer para amantes, precoces ou nao, da senhora Natureza, por estas bandas conhecida por PachaMama.
Uma caminhada de 18 kms até 2000 metros de altitude levou-me a inimagináveis vistas da regiao mas que feias se tornaram quando chegou a altura da noite dizer olá e trazer consigo milhoes e milhoes de estrelas e dezenas delas cadentes para nos fazer companhia.

Sem comentários: