Linda vila rodeada por enormes terrenos de vinhas.
À noite a primeira parrilla, carne assada na brasa, durante a primeira peña, música(folclore argentino) e/ou dança tradicional(típicas dos gaúchos, rancheiros argentinos) ao vivo.
Esta região da Argentina não só proporciona fantásticas paisagens como culturalmente é muito mais rica que as outras províncias visitadas, é mais barata, as distâncias percorridas são menores e tem menos turistas.
então porque são em menor número os turistas e viajantes?
Porque no resto do país a população é maioritariamente de descendência europeia, branca, logo os investimentos em infra-estruturas e marketing são maiores, logo
mais dinheiro ganham logo mais dinheiro investem.....
A eterna ladaínha:
Esvazia-se a mesa dos mais pobres para encher-se as garagens dos mais ricos.
Nas grandes cidades recomendam-se o uso de hostels de forma a manter-se o contacto com o mundo global mas nas aldeias e vilas nada melhor do que pernoitar em casas de família, habitações simples com quartos adaptados para mochileiros, onde se pode observar e conviver com os habitantes locais, que nos fazem sentir em casa.
A cerca de 6 km da vila entra-se noutro mundo, um de montes e rios que serpenteiam-se entre colinas, atrás de colinas atrás de colinas.
Tuco Ramirez, nome pelo qual exijo ser chamado nestas paragens, adequa-se perfeitamente ao momento, enquanto percorro as margens do rio e imagino centenas de apaches no alto das colinas prontos para me tirar o escalpe.
Não sou mau porque mato em legítima defesa mas também não sou bom porque desfiro golpes com lasciva maldade, logo deverei ser feio porque, tal como uma criança, faço o que não devia.
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1 comentário:
Tuco Ramirez pode ser muito bem a próxima revelação literária de 2008. Com textos bem enquadrados e de uma beleza comovente, transporta-nos com ele numa viagem supreendente de que parece fazer parte. Muito bom, a continuar merece talvez o Nobel da Literatura! Muita Força para ti e para o teu companheiro de viagem e que se façam companhia nos dias de mais infortúnio! Fico á espera de mais histórias e de quem sabe uma autografo num possivel livro de memórias.
Nelo
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