Vila situada num enorme vale, onde lindos dias de sol e frios dias de nevoeiro vão alternando entre si as horas do dia,no noroeste argentino onde a população é maioritariamente descendente de ameríndios e imigrantes bolivianos.
De baixa estatura, bem marcados pelos anos e séculos de exposição solar e cabelo bem escuro, não chamam a atenção pela sua fisionomia mas alguns, centenas de milhares, ainda persistem com o modo de vida dos seus antepassados. Uma vida tranquila, isolados dos aglomerados populacionais, perdidos em vales, montanhas, desertos,desfiladeiros.
Forma de vida que os europeus ansiosamente tentaram aniquilar.
Relativamente perto, escondido por montes, existe um vale de difícil acesso onde pastam cavalos, vacas, ovelhas, cabras curiosas e até horríveis perus.
Marcado pelo forte verde da vegetação rasteira e ladeado por montanhas, Aveiro caberia lá, apenas 14 pessoas vivem em minúsculas casas de pedras.
Ao entardecer um vento excessivamento frio trouxe nevoeiro cerrado.
Uma noite impossivelmente linda.
Ao amanhecer, um vento surpreendentemente quente, tranquilidade, sentado numa rocha sem nada para fazer a não ser ver o sol surgir sob as montanhas e iluminar, lentamente, o vale.
Um dia diferente a celebração dos meus 27 anos.
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